Lançamento do Prêmio ODM Brasil em Roraima mostra exemplos locais
A Secretaria-geral da Presidência da República, o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade (Nós Podemos), o Nós Podemos Roraima e a Caixa realizaram, no último dia 22 de setembro, em Boa Vista(RR), o lançamento estadual da 4.ª edição do Prêmio ODM Brasil. O evento teve apoio da Universidade Federal de Roraima (UFRR), do Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Petrobras e reuniu representantes de empresas, governos, universidade e movimentos sociais.
O Prêmio ODM Brasil é realizado a cada dois anos pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD), Governo Federal e Movimento Nós Podemos para estimular e reconhecer publicamente práticas exemplares de organizações e de prefeituras que foram implementados em prol dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM).
Também conhecidos como Metas do Milênio, os ODM são oito metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano 2000, para melhorar o mundo até 2015. Estas metas consistem na melhoria em todo o mundo na distribuição de renda, educação, saúde, participação igualitária entre gêneros, empoderamento da mulher, qualidade de vida, respeito pelo meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
Práticas reconhecidasA Prefeitura de Boa Vista tem duas práticas já reconhecidas pelo Prêmio ODM Brasil: o Projeto Estufa e o Programa de Saúde Indígena. Elas foram reconhecidas na 3.ª edição, em 2009, e apenas o segundo continua atendendo 15 comunidades.
O representante da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Claudenor Vermohlem (Zeca), falou sobre a importância das práticas para erradicação da pobreza e do acompanhamento dos indicadores que expressam as metas. "Garantir os Objetivos do Milênio é garantir o básico, que é dignidade para todos".
Ele disse que a maioria dos pobres no Brasil são mulheres (78%) e jovens menores de 19 anos. 60% vive no Nordeste, 71% são negros e 26%, analfabetos. ‘Hoje, 450 mil brasileiros têm direito mas não podem se cadastrar no Bolsa Família porque não têm documentos", afirmou. Ele também ressaltou a importância de analisar e acompanhar localmente a realidade, pois o Brasil é muito grande em território e diverso. "Na média, o Brasil vai bem, mas isto esconde muitas contradições."
A representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RR), Rosa Barroso, disse que os trabalhadores devem se engajar nos movimento sociais. "Nós queremos crescer com o governo e ser inseridos nas Conferências da ONU', reivindicou.
Também fizeram parte da mesa, Regina Fonseca, do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade (Nós Podemos); João Evangelista Ferreira, coordenador do núcleo Nós Podemos Roraima; Paulo Bragatto, da Caixa Econômica Federal, e o Secretário Municipal de Comunicação Social, Ivo Galindo.
Á tarde, houve apresentação da prática PROJETO EDUCAR HORTA E POMAR ESPAÇO DE CONHECIMENTO, SEGURANÇA ALIMENTAR E EDUCAÇÃO AMBIENTAL, desenvolvido pela Casa de Timóteo, de Boa Vista. A Instituição é reconhecida pela ONU. O Nós Podemos Roraima anunciou a intenção de criação de núcleos do movimento Nós Podemos nos municípios de Canta, Uiramutã, Mucajaí e São Luis do Anauá.
> As inscrições devem ser feitas pelo site www.odmbrasil.org.br até o dia 31 de outubro.
(texto baseado em informações do jornal Roraima Notícias)













