Dessalinização de água já é realidade no Brasil graças a pesquisas em universidade da Paraíba

A garantia de água potável é considerada um dos grandes desafios deste milênio. E utilizar a abundante água do mar para as necessidades básicas do dia-a-dia e até como água potável parecia impossível, mas não é. O processo é feito desde meados da década de 20 no Caribe e hoje já é uma realidade em diversos países.

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No Brasil, um sistema de dessalinização elaborado pelo Laboratório de Referência em Dessalinização (LABDES) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, vem abastecimento de água, inclusive, o arquipélago de Fernando de Noronha.

Funcionando desde 1999, o sistema foi implantado no arquipélago em parceria com a Companhia de Abastecimento de Água de Pernambuco (Compesa). A dessalinização da água tem contribuído inclusive para garantir a presença de turistas em Noronha durante todo o ano.

O mesmo desafio foi vencido na Ilha de Guriri, no Espírito Santo, que enfrentava um grande déficit de mortalidade infantil devido ao alto teor de salinidade do Rio Mariricú, principal fonte de abastecimento daquela localidade.

Aproveitamento da água
As pesquisas sobre o aproveitamento e a conservação dos recursos hídricos disponíveis para garantir a sobrevivência da vida na Terra cada vez mais ganham importância no mundo.

Segundo o coordenador do LABDES, pesquisador Kepler Borges França, "as pesquisas estão se voltando cada vez mais para resolver a situação das comunidades que enfrentam problemas relacionados à falta de água potável, independe do seu teor de sal", destacou.

As pesquisas da universidade têm contribuído de maneira decisiva para garantir que a água potável se transforme em um direito de todos e para que o aproveitamento dos recursos hídricos locais ajude a aumentar a qualidade de vida da população.

Membranas de purificação
Atualmente, o LABDES atua no desenvolvimento de membranas para fins de tratamento/purificação de águas superficiais e subterrâneas, bem como para dessalinização de águas e no desenvolvimento de membranas para separação de óleo da água.

Os projetos de pesquisa voltados para a área de tratamento de águas impróprias para o consumo humano e a experiência do campo foram cruciais para a implantação de dois programas do Governo Federal: Água Boa (1998-2000) e Água Doce (2000-2010), ambos conveniados através da Secretaria de Recursos Hídricos, do Ministério do Meio Ambiente. "Esses programas atuaram em todos os Estados do Nordeste visando a oferecer água potável para comunidades difusas.

O LABDES também propiciou vários trabalhos de pesquisas, publicações e a formação de recursos humanos da UFCG e de outros órgãos federais e estaduais dentro dessa temática", destaca o coordenador.

O laboratório atua também nas áreas de fluido de perfuração de poços de petróleo; obtenção de biocombustível a partir de novas fontes como as microalgas e produção de hidrogênio eletrolítico, a partir de sistemas híbridos (eólica/solar).

(texto baseado em reportagem de Alberto Simplício, publicada no Portal do Vale. Leia o texto original aqui)

 

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