Nós Podemos PB realiza seminário sobre sobre os impactos da violência na saúde das gestantes
Um seminário sobre os impactos da violência na saúde das gestantes foi realizado no último dia 18 de março em João Pessoa (PB). O evento foi realizado pela organização Bem-estar Familiar no Brasil (BEMFAM) em parceria com o Movimento Nós Podemos Paraíba para fortalecer a consciência sobre o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 5 - que trata da melhoria da saúde materna - e diminuir a mortalidade materna, desafio mais difícil entre os oito. No evento também foi debatido o Objetivo do Milênio 3, que trata da igualdade entre sexos e valorização da Mulher.
Cerca de 120 gestores e profissionais de saúde de 38 municípios da Paraíba participaram do evento, realizado em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A BEMFAM Paraíba realiza anualmente um Seminário de Enfrentamento a Mortalidade Materna e a Atenção a Saúde da Gestante, sempre no mês de março.
A abertura foi feita pelo Grupo de Mulheres Jardim da Esperança, do município de Bayeux (PB), que apresentou a lei Maria da Penha em Cordel. Este grupo integra os trabalhos sociais realizados pela Unidade de Promoção Social da BEMFAM Paraíba.
Banalização da violência
A expositora Maria Luiza Duarte do Coletivo Mulher Vida de Olinda-PE, discorreu sobre as questões de Gênero e tipos de violência, principalmente sobre a banalização da violência. Chamou atenção dos presentes para os sinais de violência que muitas vezes passam despercebidos no atendimento diário.
O médico ginecologista da UFPB, Eduardo Sérgio, versou sobre as conseqüências da violência na gestante, enfatizando que o cuidado vai além da assistência protocolar, do cumprimento às rotinas do pré-natal, necessitando pois, de sensibilidade do profissional para a assistência qualificada que possibilite escuta e observação apurada, favorecendo assim a identificação de uma violência que na maioria das vezes não é verbalizada. Ele acredita ser a notificação dos casos de violência obrigatoriedade profissional, enfatizando que a não notificação por medo caracteriza descaso, abandono e negligência institucional.













