Belo Horizonte debate Metas do Milênio
As nove regiões administrativas que compõem a capital mineira receberam, no último mês de abril, oficinas de divulgação da cartilha popular "Belo Horizonte e os Objetivos do Milênio", que fazem uma análise do andamento das Metas do Milênio na cidade (que são metas estipuladas pela ONU, para serem cumpridas até 2015). O público das oficinas são os representantes das Comissões Municipais de Fiscalização das Obras do Orçamento Participativo (Comforças).
As oficinas objetivam disseminar o Pacto dos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) junto às nove Comforças, bem como fortalecer a relação entre o Orçamento Participativo (OP), programa que permite à população debater e definir a destinação de parte dos recursos públicos, e o Observatório do Milênio, que é uma rede de produção de conhecimentos coordenada pela Prefeitura de Belo Horizonte, composta pelas instituições: Universidade Federal de Minas Gerais, Pontifícia Católica Universitária, Centro Universitário UNI, Centro Universitário UNA, FUMEC, Fundação João Pinheiro.
As duas primeiras regionais a receberem as oficinas foram a Regional Oeste e a Regional Nordeste. A previsão é que, até o final de junho, todos os representantes das Comforças tenham sido capacitados.
Pacto do Milênio
As oficinas começam com a discussão sobre o que é Pacto do Milênio e, logo em seguida, passam para a apresentação dos indicadores da capital mineira. Feito isso, em grupo, os participantes produzem conhecimentos acerca dos ODM, respondendo a três questões: "Como você percebe a realidade de sua comunidade de acordo com cada objetivo?"; "Como a população, os movimentos organizados e as ONGs se comportam no alcance pelos ODM?" e "Qual a relação entre os ODM e o orçamento participativo?".
"Os participantes percebem, então, como as obras que estão sendo feitas convergem para o alcance dos objetivos. Todos conseguem reconhecer a relação entre o Orçamento Participativo e os ODM. Além disso, sentem-se parte do processo", afirma a coordenadora do projeto ODM pela Secretaria Municipal Adjunta de Planejamento de Belo Horizonte, Haydée da Cunha Frota.
Saneamento básico
Na Regional Nordeste, por exemplo, os representantes da Comforça local identificaram de imediato a relação entre as obras, aprovadas no OP, relacionadas ao saneamento básico e as Metas do Milênio.
Quando essa primeira etapa de reuniões terminar, o Observatório do Milênio irá apresentar a cartilha para os conselhos municipais de direito e, com o apoio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), pretende-se ainda levar a cartilha para as comunidades das vilas e favelas.
"Queremos democratizar o conhecimento sobre as Metas do Milênio, pois achamos que a maioria dos fóruns de debate fica restrita a acadêmicos, gestores e técnicos e não se aproxima da população mais vulnerável. Por isso, o projeto surge como uma forma de favorecer um diálogo mais amplo com a sociedade civil sobre a importância do Pacto do Milênio no combate a pobreza, a fome e as desigualdades sociais", conclui Haydée.
(fonte: Prima Página)













