Árvores derrubadas por chuvas ajudam na reconstrução de vidas no Paraná
"A partir do que ficou do desastre, vamos fazer a reconstrução". É dessa forma que Luiz Carlos de Melo Reis, superintendente do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), definiu à Folha.com o trabalho de remoção da madeira de árvores nativas arrastadas ao longo do curso dos rios em março, quando o litoral paranaense foi assolado por chuvas de grandes proporções.
Estas árvores deverão render R$ 1,2 milhão às famílias atingidas pelo desastre - pelo menos 144 pessoas ainda estão desabrigadas (tiveram suas casas destruídas) e outras 210 estão desalojadas (não podem voltar para casas que estão em área de risco) no litoral, segundo a Defesa Civil.
O material começou a ser removido nesta semana, após a conclusão de estudos. Cerca de 42 mil metros estéreos (medida de volume para lenha e que equivale ao metro cúbico) de madeira devem ser retiradas dos rios Jacareí e Miranda, que cortam a região.
Segundo o Provopar, pelo menos cinco empresas já estão interessadas em comprar a madeira, que pode ser utilizada para a produção de energia ou em marcenarias. O dinheiro será aplicado em recursos para cerca de 200 famílias que viviam nas áreas afetadas pelas enchentes e deslizamentos nas cidades de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaratuba. Elas receberão o valor conforme a necessidade: roupas, material de construção, eletrodomésticos, entre outros. Parte do dinheiro também deve ser investido em um projeto de geração de renda para essas famílias.
O trabalho de remoção da madeira deve durar três meses. O processo é acompanhado pelo Instituto Ambiental do Paraná, responsável pela fiscalização e por autorizar o transporte e a venda da madeira, entre outros órgãos do governo e institutos de preservação ambiental.
por Redação EcoD. Foto: Márcio Cabral de Moura













