Nós Podemos SP colabora em prática para prevenir gravidez precoce

O Núcleo de São Paulo do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade - o Nós Podemos São Paulo - está colaborando com a prática Mãe Adolescente, para motivar e ativar o poder pessoal de adolescente grávidas do Bairro Terezinha, em São Paulo. No fim do mês de maio, as jovens gestantes atendidas pela unidade de saúde da Brasilândia assistiram à palestra da integrante Daniela Nicolini.

A atividade faz parte de um programa de dois encontros semanais de quatro horas, realizados por três meses pelo projeto. O objetivo destes encontros é a troca de experiências para fortalecimento de potenciais e a transferência de conhecimentos que possam auxiliá-las a viver de forma saudável, responsável e cuidadosa consigo, com seus filhos e com a sociedade.

Vulnerabilidade à gravidez precoce
Segundo dados da Fundação Stickel, realizadora do projeto, são muitos os motivos que tornam uma adolescente vulnerável à gravidez precoce, mas o principal deles é a falta de um projeto de vida, de perspectiva futura, de orientação sexual e até a falta de informação dos pais das adolescentes.

Um relatório do Unicef aponta que o analfabetismo e a ignorância fazem com que muitas mulheres não saibam como espaçar os períodos de gravidez, proteger-se e proteger os filhos de doenças. "Quando uma menina não tem conhecimentos para enfrentar a vida, ela se expõe muito mais a riscos e as conseqüencias são transferidas para as gerações posteriores", diz o projeto.

Os indicadores sociais do IBGE apontam índices altos de gravidez na adolescência, uma vez que, entre as jovens de 15 a 17 anos, a proporção de mulheres com pelo menos um filho é de 7,3% no país. Entre as jovens de 18 a 24 anos, quase 40% tinham pelo menos um filho.

Saúde
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o parto representa a primeira causa de internação de meninas no SUS. Na faixa dos 15 aos 19 anos, o principal motivo para internação das mulheres é a gravidez, parto e pós-parto. Em todas as regiões do país, representam 80,3% das internações das jovens. Esses dados revelam o início precoce das relações sexuais e o baixo uso de métodos contraceptivos. A exposição às doenças sexualmente transmissíveis e à AIDS entre adolescentes são fatores preocupantes.

Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil, adolescentes que engravidam uma vez, facilmente engravidam uma segunda vez. "É necessário pensar em uma perspectiva inclusiva, onde essas adolescentes possam se fortalecer e se desenvolver como mulher, aflorando seus potenciais e se relacionando de forma mais harmônica consigo, para que então possam olhar para o que está ao redor e estabelecer uma relação de responsabilidade e cuidado com o meio que as cerca, podendo assim sustentar sua vida e de seu filho", afirma o projeto.

Segundo a UNICEF, das cerca de 121 milhões de crianças no mundo que não vão à escola, 65 milhões são meninas, o que aumenta a probabilidade de que morram durante o parto ou vivam na pobreza. Como mães, as mulheres escolarizadas têm mais probabilidade de ter bebês saudáveis e de garantir que seus filhos estudem.

 

Agenda